África do Sul
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ÁFRICA DO SUL - País localizado no extremo sul do continente africano. Somente a partir de 1961 ele recebeu definitivamente este nome, a partir da criação da República da África do Sul. Até 1910, seu território não formava uma unidade política. Havia ali várias regiões autônomas, cada uma com uma denominação: Cape Colony, Transvaal, Orange River Colony e Natal.
Os primeiros habitantes daquele extremo sul africano foram bosquímanos, seguidos
por outros agrupamentos tribais de negros (khoi, xhosas, zulus), que foram
dispersos com a invasão de bantos, a partir do Século XI. Bem mais tarde, já no
Século XV, navegadores portugueses chegaram até o litoral sul-africano: Diogo
Cão, em 1485, e Bartolomeu Bueno da Silva, em 1488. No Século XVII, holandeses,
alemães e franceses ocupam a área - eram os chamados bôeres ou africânderes, que
criam, inclusive, uma língua própria, o africânder. Cem anos depois, a Companhia
das Índias Ocidentais instalou no
Cabo da
Boa Esperança (nome dado por navegadores portugueses, assim como o
anterior, Cabo das Tormentas) um entreposto para o armazenamento de provisões a
serem utilizadas pelos comerciantes da rota comercial para as Índias.
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Em 6 de abril de 1652, Jan van Riebeek fundou uma colônia ali, que foi posteriormente ocupada por huguenotes franceses, escravos malaios e malgaxes recém-libertos e cristianizados que a expandiram. Houve ali forte mestiçagem, que mais tarde acarretaria em problemas de natureza social.
De 1781 a 1784, aquela região esteve sob domínio da França, mas foram os
ingleses, a partir de 1785, que ocupam o território mais meridional da África.
Em 1806, os ingleses tomam a Cidade do Cabo, enfrentando negros e bôeres. Os
choques levam os bôeres a emigrarem maciçamente para o nordeste, na chamada
Grande Jornada, em 1836, onde fundam duas repúblicas independentes, Transvaal e
Estado Livre de Orange. Lá, abrem guerra contra os zulus e os expulsam da
região, instalando-se também em Natal (nome dado pelos portugueses, no Século
XVI). Os britânicos expandem seus domínios, especialmente atraídos pelas jazidas
de diamantes e os enfrentam na sangrenta Guerra dos Bôeres, conflito que durou
de 1899 a 1902, sendo vencido pela Inglaterra. Milhares de bôeres são confinados
em campos de concentração, causando a morte de cerca de 20 mil deles.
A história contemporânea da África do Sul começa a partir da Guerra do Bôeres e
a anexação inglesa. À constituição da União Sul Africana, depois República da
África do Sul, sucederam-se várias leis de cunho racista e protecionista em prol
da minoria branca.
Em 1931, a África do Sul tornou-se independente. Em 1939, com o advento da II
Guerra Mundial, o Parlamento quase se divide ao votar sobre quem apoiariam:
aliados ou Alemanha nazista. Por apenas 13 votos, decidiu-se o apoio aos
Aliados.
Durante longo tempo, quase um século, na África do Sul imperou o regime do
apartheid, palavra africânder que significa separação. Até o final do Século XX,
esta questão segregacional foi posta em xeque pela maioria negra. Leis que
dattavam de 1913 garantiam a posse de 87% do território sul-africano à minoria
branca. Na resistência contra o apartheid, destacaram-se líderes como o bispo
Desmond Tutu e o ativista Nelson Mandela, que inclusive esteve preso durante
vários anos. Em 1994, o seu partido, o Congresso Nacional Africano (CNA), obtém
62,6% dos votos, em uma vitória histórica. Mandela é eleito o primeiro
presidente negro da República da África do Sul, pondo fim ao apartheid. Seu
sucessor, Thabo Mbeki, passou a governar o país. O atual presidente é Kgalema
Motlanthe.
(Fonte IBGE)
Girafas e Zebras pastam em reserva da África.

Praia de Fish Hoek, na província de Western Cape, África do Sul (foto South African Tourism).
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